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29 abril, 2019

Heroínas,

Quem me acompanhou semana passada viu minha correria deliciosa no SPFW 47.
Eu fui correspondente da Revista De Bordo para cobrir os dias de desfiles e backstage.

O SPFW é a maior semana de moda da América Latina e a 5ª maior do mundo.

A edição desse ano foi sediado novamente no espaço Arca, um galpão industrial na Vila Leopoldina.

Abrindo o evento, dia 22 segunda-feira, Reinaldo Lourenço trouxe sua Coleção Primavera Verão 2020, com referências sobre uma viagem a Miami Beach. Peças com tecidos fluidos, brilho, tie dye e uma alfaiataria mais leve.

No segundo dia, pude prestigiar Fabiana Milazzo, com referências à Vik Muniz, trouxe em sua coleção uma proposta de upcycling, com comprimentos longos e médios, muita fluidez, transparências, paetê e outras texturas. Cores vibrantes também fizeram parte do show.

Ainda dia 23, assisti ao desfile da Bobstore que trouxe uma releitura do perfil estético da marca quando lançada nos anos 90. Estava recheada de peças com recortes e geometria, tons neutros em um mix com cítricos. Franjas, paetês e animal prints também compuseram a coleção.

Quinta-feira foi dia de assistir Amir Slama que completou 30 anos de carreira esse ano e para celebrar trouxe diversidade, amor e autenticidade para a passarela em uma belíssima coleção Beach Wear. Com brilho de paetê, estampas tie dye, tons terrosos e muito preto.

 

Dia 25 mergulhei no universo da Handred e além do desfile, conferi o backstage de beauty e entrevistei André Namitala, designer da marca que você pode conferir nos meus destaques do Instagram clicando aqui.

Com direito a Virgínia Rodrigues cantando ao vivo, o desfile veio recheado de referências baianas, rica de cultura de raízes brasileiras e africanas.

Também prestigiei o desfile da NERIAGE ao lado do queridíssimo Arlindo Grund. Repleto de tons neutros, uma pegada minimalista, mas nem tanto. A coleção veio inspirada na dança, com muita leveza, fluidez, plissados trazendo a sensação de movimento o tempo todo.

No meu último dia, sexta-feira 25. Comecei pelo desfile da Apartamento 03. A ideia foi da desromantização moderna da Mulher Natural, fazendo  crítica de que o natural ainda não é aceitável. Muitas linhas, franjas, assimetria e volumes foram trazidos.

Em seguida acompanhei a Rartier que trouxe para as passarelas referências de religião, mantendo sua linguagem urbana, com shapes oversized, uma cartela de acromáticos e neutros. Teve muito couro e linho presentes.

E para finalizar minha maratona fashion, cobri o desfile do Ronaldo Fraga. Com muita militância e ativismo, a coleção faz uma crítica muito forte às opressões de modo geral, racismo, ditadura e à morte da vereadora Marielle Franco. Foi uma proposta forte, carregada de protesto e fazendo um pedido de paz.

Num geral, com exceção dos desfiles ativistas, pude notar a maquiagem bem natural, nada de base carregada e um iluminador leve. Bastante diversidade de corpos também se expuseram nas passarelas do SPFW 47, o que é ótimo!

Fora das passarelas, também é legal de observar. A moda do público frequentador do evento. E aí sim, diversidade é a palavra. Do elegante ao street style, do criativo ao clássico. Tem de tudo, e ah como eu amo!

Vocês podem conferir mais informações aqui no meu Instagram, tem posts no feed e nos destaques também!

 

Beijo bem grande!

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